
Importa é falar do novo álbum, Favourite Worst Nightmare. Se Whatever People Say I Am... foi a minha banda sonora do verão passado e tornou-se um clássico instantâneo um pouco por todo o mundo, este é que é finalmente o meu clássico, daqueles que se guardam com reverência na estante e não hesitamos em por na nossa lista de favoritos quando alguém nos pergunta pelos álbuns da nossa vida. Como fica bem ao lado do Joshua Tree e do Songs For The Deaf...
Pois, a referência aos Queens Of The Stone Age até faz sentido quando se ouve o single de abertura, Brianstorm. Matt Helders, o energético baterista, faz lembrar Dave Grohl a atacar as peles e os pratos com máxima velocidade e potência. As guitarras abandonam as paisagens da britpop e do revivalismo do pós-punk ao qual a crítica especializada em encher páginas de fotos promocionais e publicidade e a lojas de discos os enfiam, fazendo-se notar as novas influências que se terão infiltrado durante a digressão que os fez atravessar o globo e as noites passadas na pista de dança, a ocupação prioritária dos intervalos das gravações com James Ford, o produtor da revolução new rave dos Klaxons, conseguindo manter e tornar mais coesa a marca do seu som.
A escrita de Alex Turner, o rapaz que até à pouco tempo ainda se embaraçava de vergonha a mostrar aos amigos os seus textos, tornou-se mais madura. Pode parecer óbvio afirmar que o jovem vocalista amadureceu quando se descobrem novos temas nas suas canções e a prosa de observação social, que marcou o estilo singular da escrita e canto de Turner no primeiro álbum, se abrir a panoramas mais abrangentes que o seu subúrbio de Sheffield, mas a verdade é que este rapaz ultrapassa a mediania característica da escrita de canções pop, tem o talento de um escritor, provoca aquela sensação de quando lêmos nas páginas de uma obra prima qualquer o que já nos passou pela cabeça, mas com a conjugação perfeita das palavras que assaltam os nossos pensamentos mas não conseguimos domesticar com a ponta de uma caneta.
Para chamar a atenção aos cépticos e revoltados com os revivalismos que têm marcado a música deste início de século, os Beatles eram apenas uma banda de admiradores de Elvis Presley e Buddy Holly que foram inspirados o suficiente para forjar o seu som com base naquilo que gostavam e sabiam tocar: Rock N' Roll. Assim são também os Arctic Monkeys, definindo a pop da primeira década do século XXI do mesmo modo que os Beatles definiram a música dos anos 60.
13 comments:
e o link para o sitio dos rapazes no myspace?
não aprendem estes jovens
penso que sabes usar o google, ou estou enganado?
Vão lutar? Na lama?
egos em colisão...
normalíssimo entretenimento para homens, não é verdade sr doutor?
;)
pimentinha
cá por mim vai ter de ser na lama.
a única dúvida é saber quem é o homem que vai lutar em teu lugar
Pimenta, acho que estás a ficar para trás... Ficas-te com aquela??? "O homem que vai lutar em teu lugar"???????
não tenho suplentes no banco, sou um "one man team".
pimentinha:
não tens suplentes no banco?
já pareces o gabriel alves.
quanto a seres "one man team"
tem calma k és novo, um dia encontras uma mulher e deixas de jogar sozinho
Lá está, Pimenta, estás a ficar para trás. A do gabriel Alves foi muito bem metida.
Mas ó Divagador, o que é isso da mulher metida ao barulho de forma tão despropositada? Perdeste os 5 pontos que tinhas ganho ao Pepper. Muito baixo!
E afinal vai haver lama e luta ou não tenho motivo para ir onde vocês estão?
São homens ou ratos???
Ah, e não sei se a blogosfera reparou mas temos uma pista que nos levará à verdadeira identidade do divagador (discutida algures noutro post): ele é Sr. doutor(veja-se o quarto post)!!!!
elisa
a referência à mulher, vem no seguimento do "contar azulejos no WC" por parte do pimentinha.
quanto à identidade o doutor é "outro/a" colaborador
tss.... não têm mais nada que fazer...
e mais não digo
Agora é que Pepper a disse toda. LOL!
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