Friday, June 29, 2007

1 mês

mais 1 mês e o blum casa

Friday, June 22, 2007

O meu cérebro é uma estação de rádio

Há álbuns que nos deixam nas nuvens. Literalmente. Certamente não será a audição por si só a provocar um estado alterado da mente. São todas as condicionantes da envolvente a interferir com o nosso estado de espírito no momento. Bem, até parece que ouvir música provoca os mesmos efeitos que certos narcóticos. Mas é verdade. Dependendo do álbum.
As últimas nuvens por onde andei eram amarelas, sob um céu púrpura, um espaço que progressivamente virou um caleidoscópio de mil e uma cores, e foram mil e uma noites de audição, até que já nem precisava por o disco a tocar, ele já habitava a minha mente. Talvez não foram mil e uma noites, mas os outros mil estão correctos... bem, considerando que mil podia ser um milhão, é a ideia de infinito que pretendo ilustrar (e fazer a tão óbvia analogia com "As Mil E Uma Noites", que, de jeito sofrido, pretende dar credibilidade intelectual a este texto).
À parte este devaneio (que não corresponde à verdade mas anda lá perto), o último álbum que ouvi e me provocou os faustosos e rebuscados efeitos visuais e perceptivos (sim, percepção é muito mais que visão... penso eu) foi De-Loused In The Comatorium, dos The Mars Volta. São uma reputada banda norte americana, da cidade de El Paso, Texas, cujo som é definido como neo-psicadelismo/rock progressivo, e cuja dupla de compositores (Omar Rodriguez-Lopez e Cedric Bixler-Zavala) são ávidos fãs da série de ficção científica britânica Doctor Who.
O dito álbum, já o conheço há algum tempo, mas quando o ouvi esta semana pelas duas da madrugada, foi a derradeira experiência. Acho que o subconsciente (ou o inconsciente, não sei distingui-los... tenho que ler Freud) gosta mesmo de pregar as suas partidas, e se não é ele é outra coisa qualquer no meu cérebro que regula a playlist "o que me apetece ouvir agora?", culminando em verdadeiras temporadas de transmissão radiofónica que invade as minhas ondas cerebrais, tomando controle de todos os barómetros da vontade, fazendo-me perseguir tudo o que esteja relacionado com a dita transmissão. Pois agora a transmissão é Mars Volta alternado com Klaxons, e lá vou eu procurar livros de ficção de científica, mas daqueles mesmo marados, definitivamente pós-modernos. Quem tiver William Burroughs ou Thomas Pynchon, faça o obséquio, que eu vou à loja buscar um cadinho de Kafka e Lovecraft, enquanto leio um livro de contos do Nabokov...
Para ilustrar as vossas mentes, deixo-vos a capa do álbum, concebida pelo "amigo dos Pink Floyd" Storm Thorgerson.

já nem o hóquei nos vale

Mundial de Hóquei: Portugal eliminado nos quartos-de-final pela Suíça.

Thursday, June 21, 2007

calor

não admira que portugal esteja tão quente:

ontem chegou a Cicciolina


hoje chegou o verão

Monday, June 18, 2007

nuestros hermanos

Qual a melhor resposta de Portugal ao facto do avião da força aérea espanhola ter feito um voo rasante às ilhas selvagens?

1 - trazer de volta o Saramago?
2 - enviar o Alberto João Jardim para espanha?
3 - fazer o mesmo nas Canárias com um avião fretado à "Vueling"?

Friday, June 15, 2007

a coerência

depois de no ano passado ter contratado jogadores que até as gajas conhecem, tipo Ballack e Shevchenko.

este ano o Chelsea contrata jogadores que até o blum não conhece, tipo Steven Sidwell e Tal Ben Haim.

Monday, June 11, 2007

OTA

Qual a melhor localização para o novo aeroporto internacional de Lisboa?

1 - um sítio qualquer em Espanha?

2 - Funchal (e cala-se o Al-berto) ?

3 - Santa Maria?

4 - O meu quintal?

5 - Terra Média

Tuesday, June 05, 2007

OTA

dps do debate esclarecedor de ontem do P e C, conclui-se que a melhor localização para o novo aeroporto de Lisboa é em Espanha.

isso, ou no Funchal

Friday, June 01, 2007

como conseguiu o Blum

como conseguiu o Blum tirar a carta de condução?

1 - subornou o examinador?

2 - ameaçou-o com o blum blum?

3 - não o ameaçou com o blum blum?

4 - falhou tantos exames que por fim o aprovaram?

5 - foi a conjugação única interplanetária de 5 planetas, 3 satélites e um pedregulho n rocha da relva, que permitiu tal façanha?

Thursday, May 31, 2007

há mais um perigo na estrada

O Blum já tem carta de condução, (deve ter subornado o examinador).

A boa notícia é que ele tá a viver no Faial, e tamos safos, pelos menos por enquanto.

Sunday, May 27, 2007

Não há pachorra!

Tava eu a ver hoje o Telejornal quando para grande surpresa minha (!!!!) lá apareceu a sacramental notícia da miúda raptada no Algarve (mais precisamente a não noticia, porque já não se fala dela mas sim dos pais). Agora vão ser recebidos pelo Papa. É pena não haver mundial ou europeu de futebol senão era vê-los a correr nús pelo campo na final. Afinal de contas não me consigo lembrar de nehum assunto mais importante no mundo. Provavelmente para uma parte do pessoal que vê as notícias não há. Iraque, Darfur, aquecimento global, direitos humanos são mariquices...

Congresso (o pior)

1) Ter um presidente de um congresso europeu que fala inglês pior que o blum.

2) Um jantar de despedida cuja ementa teve como linha orientadora a reflexão sobre a fome no mundo.

hi nada

era um gajo que ia tanta vez ao hi5, que um dia chegou à sua caixa de correio um e-email do hi5 com os seguintes dizeres: "We haven't seen you in a while. If you've lost your password, you can request it"

Tuesday, May 22, 2007

Saturday, May 19, 2007

o nosso candidato


o espaço divagador, apoia o verdadeiro alfacinha, na eleição para a Câmara de Lisboa.

Wednesday, May 16, 2007

conversas na barraca

era assim, viver o amor assim...
só nos cantinhos,
satisfazer as necessidades
nem que seja 1 pinga!
pedes licença que eu te dou
deixa a vergonha em casa!

Tuesday, May 15, 2007

conversas no messenger

A – “e o joe?”

B – “sumiu-se!”

A – “deve tar a fazer weka weka num WC recôndito...”

Thursday, May 10, 2007

produtividade

dps de almoço regado com Dão, caves velhas, colheita de 1983 e rematado com "pleto c gelo".

espera-se uma tarde mto produtiva, mas mto mesmo

Monday, May 07, 2007

Sunday, April 29, 2007

The Arctic Invasion

Muito se tem dito sobre a nova coqueluche da pop britânica, os Arctic Monkeys. Do quão vertiginosa e brilhante foi a ascensão de putos a esgalhar nos instrumentos que começavam a aprender a tocar na garagem até ao frenesim mediático que lhes saltou em cima desde que I Bet You Look Good On The Dancefloor chegou a nº 1 na tabela britânica de singles, ainda antes de Whatever People Say I Am That's What I'm Not se vender a alta velocidade e se tornar o álbum mais rapidamente vendido na história da indústria discográfica britânica. Só com estes feitos eles já eles fizeram História, mas isto só lhes valia um cantinho de uma página no Guiness Book Of Records, onde se salientava em letras carregadas pelo negro da impressão em bold a soma em libras de quanto os rapazolas de Sheffield valiam em 2006. O que realmente ficou foi o magnífico álbum de estreia, o qual não vale a pena referir muito mais porque muito já foi dito por essa imprensa fora.
Importa é falar do novo álbum, Favourite Worst Nightmare. Se Whatever People Say I Am... foi a minha banda sonora do verão passado e tornou-se um clássico instantâneo um pouco por todo o mundo, este é que é finalmente o meu clássico, daqueles que se guardam com reverência na estante e não hesitamos em por na nossa lista de favoritos quando alguém nos pergunta pelos álbuns da nossa vida. Como fica bem ao lado do Joshua Tree e do Songs For The Deaf...
Pois, a referência aos Queens Of The Stone Age até faz sentido quando se ouve o single de abertura, Brianstorm. Matt Helders, o energético baterista, faz lembrar Dave Grohl a atacar as peles e os pratos com máxima velocidade e potência. As guitarras abandonam as paisagens da britpop e do revivalismo do pós-punk ao qual a crítica especializada em encher páginas de fotos promocionais e publicidade e a lojas de discos os enfiam, fazendo-se notar as novas influências que se terão infiltrado durante a digressão que os fez atravessar o globo e as noites passadas na pista de dança, a ocupação prioritária dos intervalos das gravações com James Ford, o produtor da revolução new rave dos Klaxons, conseguindo manter e tornar mais coesa a marca do seu som.
A escrita de Alex Turner, o rapaz que até à pouco tempo ainda se embaraçava de vergonha a mostrar aos amigos os seus textos, tornou-se mais madura. Pode parecer óbvio afirmar que o jovem vocalista amadureceu quando se descobrem novos temas nas suas canções e a prosa de observação social, que marcou o estilo singular da escrita e canto de Turner no primeiro álbum, se abrir a panoramas mais abrangentes que o seu subúrbio de Sheffield, mas a verdade é que este rapaz ultrapassa a mediania característica da escrita de canções pop, tem o talento de um escritor, provoca aquela sensação de quando lêmos nas páginas de uma obra prima qualquer o que já nos passou pela cabeça, mas com a conjugação perfeita das palavras que assaltam os nossos pensamentos mas não conseguimos domesticar com a ponta de uma caneta.
Para chamar a atenção aos cépticos e revoltados com os revivalismos que têm marcado a música deste início de século, os Beatles eram apenas uma banda de admiradores de Elvis Presley e Buddy Holly que foram inspirados o suficiente para forjar o seu som com base naquilo que gostavam e sabiam tocar: Rock N' Roll. Assim são também os Arctic Monkeys, definindo a pop da primeira década do século XXI do mesmo modo que os Beatles definiram a música dos anos 60.